Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce

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Gestão em Agronegócio

3 práticas para melhorias da higiene e qualidade do leite

Ultimamente as empresas estão investindo na melhoria da higiene na produção e armazenamento do leite. Este assunto tem sido muito discutido por causa precariedade no setor de produtos lácteos. Contudo, em alguns casos, tal problema pode estar ligado a falta de treinamento, infraestrutura e o uso incorreto dos produtos para o gado. Para solucionar essa questão, há algumas recomendações que podem apresentar bons resultados. O primeiro passo é garantir que não ocorra nenhuma contaminação no leite. Para isso, uma rotina na ordenha deve ser estabelecida, como por exemplo, limpar com cuidado o úbere das vacas. Todas devem ter identificação, para lembrar sempre de separar o leite dos animais doentes ou em tratamento. A segunda dica é manter o padrão de higiene durante a ordenha. Para isso, o ideal é averiguar o funcionamento do equipamento e garantir a limpeza no local, para que não ocorra nenhuma contaminação. E por fim, o produtor tem que se certificar que o leite está sendo armazenado adequadamente, sendo que, após a ordenha, ele deve ser levado imediatamente ao resfriamento. O local do tanque tem que ser higienizado com regularidade e proporcionar fácil acesso para o caminhão de coleta.

Gado Leiteiro

Qual a importância da vermifugação?

  Os parasitas gastrointestinais impactam diretamente na produtividade do rebanho trazendo prejuízos para a propriedade, por isso, devem ser mantidos sob controle. Pois competem com os bovinos pelos nutrientes e podem contribuir para o desenvolvimento de inúmeros problemas na saúde dos animais. A melhor forma de evitar esse problema é a realizar a vermifugação do rebanho. Como avaliar se o rebanho precisa ser vermifugado? Para diagnosticar a doença é necessária a realização do exame de ovos por grama de fezes (OPG) em 10% a 20% do rebanho. Já para saber os tipos de vermes presentes o teste indicado é a coprocultura. E, uma vez identificado o problema (ou mesmo antes, como medida preventiva ao mesmo), a indicação dos especialistas é o uso dos vermífugos, que combatem os parasitas e impedem que o animal seja afetado por eles. Não há um padrão quanto a idade ideal para se iniciar a vermifugação do rebanho, e a decisão de qual categoria receberá as doses pode variar de uma fazenda para outra. Só para se ter uma ideia, determinados produtores possuem animais infestados ainda aos quatro meses de idade. Contudo, de maneira geral, os na recria são os mais prejudicados pela verminose, sendo também a categoria que responde aos tratamentos de forma mais eficaz. Vacas e touros adultos podem receber uma ou duas vermifugações por ano. Conheça os sintomas que as verminoses causam no rebanho Dentre os sintomas mais comuns das verminoses estão: Emagrecimento; Anemia; Barriga; Estufada; Falta de apetite; Diarreia; Pelos arrepiados e sem brilho Dependendo do animal e da intensidade, podem levá-lo até mesmo à morte. Quando vermifugar o rebanho? No entanto, a data mais indicada para a aplicação de vermífugos é o período que vai do início da seca até o início das águas, já que os animais costumam estar mais parasitados nesta época devido a baixa disponibilidade de nutrientes na pastagem. Segundo especialistas, é comprovado cientificamente que o uso de Doramectina 3,5% nos meses de maio e novembro e uma dose de Moxidectina 1% no mês de agosto é a estratégia mais eficaz de controle das verminoses. De todo modo, o acompanhamento de um médico veterinário é fundamental.

Força do Cooperado

Mulheres no agronegócio: participação tem aumentado nos últimos anos

O universo do agronegócio, antes dominado quase que exclusivamente pelo sexo masculino, tem mudado sua perspectiva. Dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a participação das mulheres na agropecuária brasileira está crescendo: a cada dez dirigentes de estabelecimentos agropecuários no país, dois são do sexo feminino. Estes dados são do Censo Agropecuário de 2017 e indicam um aumento de 12,68% para 18,64% em 11 anos. Essas pesquisas só reforçam a quebra do estereótipo em um setor dominado pelos homens. O papel da mulher vem ganhando força, ainda mais pelo fato de, a cada dia, elas passarem mais tempo na escola, bem como, boa parte dos profissionais técnicos da área, como veterinária, agronomia, administração, entre outras, é composto por mulheres. A maior parte delas, escolhe o agronegócio por questões ligadas à família. Mesmo assim, não é apenas neste segmento que as mulheres vem ganhando força. Atualmente a figura feminina tem papel importante em diversos setores da sociedade. Infelizmente ainda temos muito a crescer, pois o preconceito também é uma barreira que precisa ser combatida ao longo dos anos.

Gestão em Agronegócio

Nutrição do rebanho em tempos de seca

Em se tratando de nutrição animal, um bom planejamento para a produção e o armazenamento de volumosos no período seco é fundamental para a manutenção do gado leiteiro. Isso porque, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estado de Minas Gerais possui dois ciclos climáticos bem definidos, sendo o “período das águas”, onde há volume de chuvas e temperaturas propícias para o bom desenvolvimento de forrageiras, e o “período seco”, com baixas temperaturas e pouca umidade – o que diminui o desenvolvimento das forragens em, aproximadamente, 80%. Entretanto, além de se preocupar com a forragem, o produtor precisa estar sempre atento às condições do pasto, que deve ser bem preparado e manejado de forma correta para o período da seca. De acordo com especialistas, as regiões tropicais contam com a vantagem de se trabalhar com espécies muito eficientes no processo de fotossíntese e com elevado potencial de acúmulo de biomassa, e que, se bem manejadas, podem suprir nutrientes para a produção de leite diária sem a suplementação por rações concentradas. Neste sentido, a cana-de-açúcar é uma excelente alternativa para o período mais seco, uma vez que proporciona uma alta produção de sacarose por hectare, além de se tratar de um volumoso mais barato por quilograma de massa. Em outras palavras, a utilização deste tipo de silagem é bastante benéfica para o rebanho devido ao seu grande potencial de produção de matéria seca em períodos menos chuvosos, tornando-se essencial para a nutrição animal. Contudo, é preciso se levar em consideração que um sistema eficiente de produção de volumosos de cana e de pasto está intrinsecamente relacionado a uma adubação adequada e ao manejo de corte do canavial na época correta. Uma segunda opção de suplementação durante o período seco é a mistura de cana-de-açúcar com ureia, considerada uma importante fonte de energia e também proteína para o gado. Os produtores costumam lançar mão deste recurso quando as capineiras estão com qualidade reduzida e a cana apresenta um alto teor de açúcar e baixa porcentagem de proteína (cerca de 2%). Neste sentido, a ureia se torna a fonte de proteína mais viável, fornecendo mais do que a quantidade recomendada diariamente para a dieta bovina. De todo modo, os especialistas alertam que, por mais que o uso desta mistura na alimentação bovina se mostre benéfico e eficiente, o mesmo exige cuidado, tanto em relação à dosagem recomendada quanto pela adaptação dos animais, para que casos de intoxicação sejam evitados. O ideal é que seja utilizado apenas um quilo de ureia para cada cem quilos de cana-de-açúcar, e o produto deve ser diluído em quatro litros de água. Também se recomenda não utilizar a ureia pura para a mistura: para cada nove quilos, deve-se adicionar um quilo de sulfato de amônia. A solução é a mais utilizada pelos produtores da região do Vale do Rio Doce nos períodos de chuvas escassas, e a recomendação de consumo da mistura pelo rebanho é de vinte e cinco quilos de material verde por animal / dia, o que corresponde a cerca de 50% da sua necessidade alimentar diária a depender da disponibilidade de pasto.

Gado Leiteiro

Fique de olho no LINA (Leite Instável Não Ácido)

  Capaz de gerar um grande impacto em toda a cadeia produtiva, o LINA merece atenção especial dos produtores, afinal, estabilidade é algo fundamental para o desenvolvimento da pecuária leiteira. A sigla faz referência ao Leite Instável Não Ácido, que coagula no teste do alizarol mesmo sem apresentar acidez de origem microbiológica, o que, em outras palavras, significa que aparenta ser ácido mesmo que não seja de fato. Como o alizarol é o primeiro teste de qualidade realizado na coleta do leite cru, o LINA é rejeitado, gerando transtornos. Para se ter uma ideia, de acordo com especialistas, a frequência média do problema é de 40%, o que corresponde a quarenta produtores afetados em cada cem. Acontece que, devido ao excesso de minerais com cargas elétricas positivas (cátions), as negativas (ânions) acabam sendo neutralizadas, e são elas que mantêm as proteínas do leite afastadas umas das outras. E, sem as cargas negativas, as proteínas tendem a se aproximar e coagular. Em resumo, é o desequilíbrio salino um dos fatores determinante para a ocorrência do LINA, fazendo com que o leite coagule na presença de álcool mesmo sem estar ácido. As pesquisas mais recentes sobre o assunto apontam que o desequilíbrio ácido básico do animal (proporção cátions x ânions) também interfere e precisa ser controlado, bem como o estresse devido à privação alimentar, seja pela diminuição da oferta de pastagem ou pelo manejo incorreto do rebanho. Entretanto, segundo pesquisadores da UNOPAR, os fatores relacionados à produção do Leite Instável Não Ácido podem estar dentro do próprio úbere do animal. Em outras palavras, mesmo recebendo um manejo adequado, é possível que algumas vacas produzam o leite com excesso de cálcio iônico ou desequilíbrios salinos, devido sua inabilidade de regular o balanço entre os componentes com cargas negativas e positivas do leite, em específico na produção da proteína alfa-lactoalbumina, essencial na formação da lactose.

Força do Cooperado

O que influencia o desempenho econômico na produção de leite?

  A produção leiteira é uma atividade econômica que visa o lucro, e, para isso, os produtores adotam processos produtivos que sejam eficientes para o alcance de seus objetivos, incluindo variáveis técnicas e administrativas vinculadas ao gerenciamento do negócio. Entretanto, muito se fala sobre o que de fato influencia o desempenho econômico no ramo, e, para responder a este questionamento, devemos levar em consideração dois fatores: os externos e os internos. Os fatores externos se encontram em um contexto maior, além da propriedade, o que, em outras palavras, significa que os proprietários não exercem controle sobre eles. Deste modo, é preciso saber identificá-los para trabalhar sob sua influência da melhor forma possível, desenvolvendo estratégias para cada ocasião. São eles: condições edafoclimáticas, políticas governamentais, legislação vigente, preço de insumos, transporte, política de crédito rural e disponibilidade de assistência técnica especializada. Já os internos são os que estão sob o controle do proprietário, e para os quais há a necessidade de ferramentas de monitoramento para a avaliação e análise. Produtividade, eficiência técnica, investimento em tecnologia, sistemas de gestão, taxa de lotação de pastagens, grupo genético de animais e mão de obra qualificada estão entre os principais pontos, e demandam atenção na hora de se formular um planejamento eficiente da atividade leiteira. De modo geral, é possível perceber que os produtores rurais mais eficientes do ramo são os que obtém maior margem bruta, conseguem atingir maior eficiência e também produtividade através do uso de fatores como terra, animais, pastagem, alimentação e mão-de-obra. Ou seja, gestores que entendem as particularidades e a importância de cada etapa da produção, do gerenciamento do rebanho até a captação e o escoamento do leite, como abordamos na postagem “4 dicas para o sucesso da pecuária leiteira”. Estudos realizados sobre o assunto apontaram que a maioria dos proprietários identifica os fatores internos como os maiores responsáveis pelo sucesso ou não da produção de leite, o que só aumenta a necessidade de se monitorar e avaliar de forma constante os indicadores para a promoção de melhorias em busca de uma maior lucratividade e qualidade.

Gado Leiteiro

Nova fórmula da vacina contra febre aftosa estará disponível em 2019

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a nova fórmula da vacina contra febre aftosa em dose reduzida (de 5ml para 2ml), sem a presença da substância saponina em sua composição, estará disponível para uso dos produtores rurais em maio de 2019. A mudança é decorrente de exigências feitas pelo setor privado, uma vez que a fórmula atual causa abscessos que trazem uma perda de, em média, dois a três quilos de carne por animal. E, com a menor dosagem, a vacina reduzirá os prejuízos causados. Entretanto, de acordo com o Ministério da Agricultura, a maior parte das lesões infligidas ao rebanho são devido a práticas inadequadas e contaminação microbiológica no local da aplicação. Por este motivo, cuidados com a conservação da vacina e com o manejo dos animais são fundamentais para a diminuição dos problemas decorrentes – como a formação de abscessos. Recomenda-se que as vacinas sejam mantidas no gelo seco, na temperatura de 2° a 8° C, desde a aquisição até o momento da aplicação, preservando assim sua qualidade. Outro aspecto crítico é a retirada de ar da seringa, um dos maiores causadores de erros de dosagem e refluxo, e é de suma importância ter em mente que vacinação não é sinônimo de estresse. Afinal, manter o animal calmo pode auxiliar na diminuição de reações adversas à dose.

Gestão em Agronegócio

4 dicas para o sucesso da pecuária leiteira

Com a constante modernização do agronegócio, a pecuária leiteira teve sua complexidade aumentada, de forma a ultrapassar as porteiras das fazendas e englobar um amplo conjunto de atividades e setores que compõe a cadeia produtiva. Neste cenário, torna-se essencial que o produtor rural adote uma nova visão administrativa e de gestão dos seus negócios, independentemente do tamanho da propriedade ou do sistema de produção. Em outras palavras, o aumento da eficiência produtiva é determinante para a competitividade do setor leiteiro, e, ao enxergar e conduzir a propriedade rural como uma empresa, o gestor entende as particularidades e a importância de cada etapa da produção, do gerenciamento do rebanho até a captação e o escoamento do leite. E o método adotado como referência é o Ciclo PDCA (do inglês PLAN – DO – CHECK – ACTION), uma forma de exercer as funções administrativas de forma cíclica e em etapas. A primeira fase diz respeito a planejar, onde, por meio de dados sobre investimentos, processos e opções de produção, preços de insumos e produtos, fatores ecológicos, infraestrutura e outros, programa-se uma decisão a ser tomada. A segunda, fazer (Do, do inglês desenvolver, executar), caracteriza o desenvolvimento da ação pensada no planejamento, e é importante que as pessoas envolvidas nesta etapa sejam treinadas quanto ao objetivo, a meta e o método adotados. Na terceira etapa, é importante checar os resultados das ações executadas na fase anterior. É aqui que os dados coletados são comparados com as metas e os objetivos estabelecidos, e, caso sejam positivos, os métodos são mantidos, criando um padrão. Em termos práticos, caso uma nova forma de manejo do rebanho seja testada e apresentar benefícios à cadeia produtiva da fazenda, é interessante mantê-la. Contudo, caso sejam encontrados problemas ou oportunidades de melhorias, estes devem ser tratados através do agir (ou action, no original em inglês). O princípio é simples: caso algo se mostre improdutivo, deve-se primeiro verificar se o padrão foi ou não obedecido, para então remover e/ou substituir a causa de insucesso.

Gestão em Agronegócio

Saiba Mais: Manejo Sanitário do rebanho

  Investir em qualidade e gestão é fundamental para o crescimento da pecuária leiteira, e, além de se preocupar com a administração da propriedade, a formação e o manejo das pastagens e com o controle zootécnico e reprodutivo, o produtor rural deve ainda estar atento ao manejo sanitário do rebanho, sendo este imprescindível para a plena saúde dos animais e a manutenção da boa produtividade das vacas leiteiras. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a melhor medida sempre é a prevenção, e uma rotina de cuidados minuciosa e diária é determinante para impedir que doenças atinjam o gado. Em muitos casos, falhas primárias acabam contribuindo para o aparecimento de mastite, tuberculose e brucelose, problemas que alteram a qualidade e a sanidade do leite, tornando-o impróprio para consumo. Deste modo, quando a vaca leiteira é acometida por qualquer tipo de doença, seu ciclo é comprometido, o que, consequentemente, reduz seus índices produtivos e pode gerar prejuízos ao produtor. Segundo especialistas, os cuidados sanitários do rebanho devem ter início ainda no nascimento dos bezerros, através da assepsia do local e da desinfecção do umbigo. Além disso, a nutrição dos animais também merece atenção, já que uma vaca bem nutrida é imunologicamente mais capaz de se defender de ameaças, bem como as vacinas, que devem ser mantidas em dia (em especial: aftosa, brucelose, contra raiva e contra o carbúnculo).

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