Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce

Gestão em Agronegócio

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5 Dicas para adubar melhor o solo 

O solo além de reter a água que é absorvida pelas raízes, tem a capacidade de fornecer a maior parte das substâncias fundamentais para as plantas; já que precisam de sais minerais, proteínas e vitaminas para serem saudáveis. O adubo ajuda a revigorar, enriquecer e suprir a falta de nutrientes dos vegetais, obtendo uma melhoria na produtividade e no equilíbrio entre a preservação da natureza e a produção de matéria-prima. Para conseguir uma excelente adubagem nos terrenos com baixo teor nutritivo, o ideal é a aplicação de adubos orgânicos ou de origem mineral, que auxiliam no aumento da fertilização. É sempre bom prestar atenção nas áreas onde o adubo será aplicado, pois, sua utilização incorreta pode causar danos às raízes das plantas. É aconselhável fazer o uso de fertilizantes granulados e espalhar regularmente em torno da base da planta, além de regar com abundância. Quando for regar o solo, fique atento para despejar água apenas na área das raízes, pois, com o excesso absorvido pela terra, essa água vai alimentar as ervas invasoras.

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3 práticas para melhorias da higiene e qualidade do leite

Ultimamente as empresas estão investindo na melhoria da higiene na produção e armazenamento do leite. Este assunto tem sido muito discutido por causa precariedade no setor de produtos lácteos. Contudo, em alguns casos, tal problema pode estar ligado a falta de treinamento, infraestrutura e o uso incorreto dos produtos para o gado. Para solucionar essa questão, há algumas recomendações que podem apresentar bons resultados. O primeiro passo é garantir que não ocorra nenhuma contaminação no leite. Para isso, uma rotina na ordenha deve ser estabelecida, como por exemplo, limpar com cuidado o úbere das vacas. Todas devem ter identificação, para lembrar sempre de separar o leite dos animais doentes ou em tratamento. A segunda dica é manter o padrão de higiene durante a ordenha. Para isso, o ideal é averiguar o funcionamento do equipamento e garantir a limpeza no local, para que não ocorra nenhuma contaminação. E por fim, o produtor tem que se certificar que o leite está sendo armazenado adequadamente, sendo que, após a ordenha, ele deve ser levado imediatamente ao resfriamento. O local do tanque tem que ser higienizado com regularidade e proporcionar fácil acesso para o caminhão de coleta.

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Nutrição do rebanho em tempos de seca

Em se tratando de nutrição animal, um bom planejamento para a produção e o armazenamento de volumosos no período seco é fundamental para a manutenção do gado leiteiro. Isso porque, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estado de Minas Gerais possui dois ciclos climáticos bem definidos, sendo o “período das águas”, onde há volume de chuvas e temperaturas propícias para o bom desenvolvimento de forrageiras, e o “período seco”, com baixas temperaturas e pouca umidade – o que diminui o desenvolvimento das forragens em, aproximadamente, 80%. Entretanto, além de se preocupar com a forragem, o produtor precisa estar sempre atento às condições do pasto, que deve ser bem preparado e manejado de forma correta para o período da seca. De acordo com especialistas, as regiões tropicais contam com a vantagem de se trabalhar com espécies muito eficientes no processo de fotossíntese e com elevado potencial de acúmulo de biomassa, e que, se bem manejadas, podem suprir nutrientes para a produção de leite diária sem a suplementação por rações concentradas. Neste sentido, a cana-de-açúcar é uma excelente alternativa para o período mais seco, uma vez que proporciona uma alta produção de sacarose por hectare, além de se tratar de um volumoso mais barato por quilograma de massa. Em outras palavras, a utilização deste tipo de silagem é bastante benéfica para o rebanho devido ao seu grande potencial de produção de matéria seca em períodos menos chuvosos, tornando-se essencial para a nutrição animal. Contudo, é preciso se levar em consideração que um sistema eficiente de produção de volumosos de cana e de pasto está intrinsecamente relacionado a uma adubação adequada e ao manejo de corte do canavial na época correta. Uma segunda opção de suplementação durante o período seco é a mistura de cana-de-açúcar com ureia, considerada uma importante fonte de energia e também proteína para o gado. Os produtores costumam lançar mão deste recurso quando as capineiras estão com qualidade reduzida e a cana apresenta um alto teor de açúcar e baixa porcentagem de proteína (cerca de 2%). Neste sentido, a ureia se torna a fonte de proteína mais viável, fornecendo mais do que a quantidade recomendada diariamente para a dieta bovina. De todo modo, os especialistas alertam que, por mais que o uso desta mistura na alimentação bovina se mostre benéfico e eficiente, o mesmo exige cuidado, tanto em relação à dosagem recomendada quanto pela adaptação dos animais, para que casos de intoxicação sejam evitados. O ideal é que seja utilizado apenas um quilo de ureia para cada cem quilos de cana-de-açúcar, e o produto deve ser diluído em quatro litros de água. Também se recomenda não utilizar a ureia pura para a mistura: para cada nove quilos, deve-se adicionar um quilo de sulfato de amônia. A solução é a mais utilizada pelos produtores da região do Vale do Rio Doce nos períodos de chuvas escassas, e a recomendação de consumo da mistura pelo rebanho é de vinte e cinco quilos de material verde por animal / dia, o que corresponde a cerca de 50% da sua necessidade alimentar diária a depender da disponibilidade de pasto.

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4 dicas para o sucesso da pecuária leiteira

Com a constante modernização do agronegócio, a pecuária leiteira teve sua complexidade aumentada, de forma a ultrapassar as porteiras das fazendas e englobar um amplo conjunto de atividades e setores que compõe a cadeia produtiva. Neste cenário, torna-se essencial que o produtor rural adote uma nova visão administrativa e de gestão dos seus negócios, independentemente do tamanho da propriedade ou do sistema de produção. Em outras palavras, o aumento da eficiência produtiva é determinante para a competitividade do setor leiteiro, e, ao enxergar e conduzir a propriedade rural como uma empresa, o gestor entende as particularidades e a importância de cada etapa da produção, do gerenciamento do rebanho até a captação e o escoamento do leite. E o método adotado como referência é o Ciclo PDCA (do inglês PLAN – DO – CHECK – ACTION), uma forma de exercer as funções administrativas de forma cíclica e em etapas. A primeira fase diz respeito a planejar, onde, por meio de dados sobre investimentos, processos e opções de produção, preços de insumos e produtos, fatores ecológicos, infraestrutura e outros, programa-se uma decisão a ser tomada. A segunda, fazer (Do, do inglês desenvolver, executar), caracteriza o desenvolvimento da ação pensada no planejamento, e é importante que as pessoas envolvidas nesta etapa sejam treinadas quanto ao objetivo, a meta e o método adotados. Na terceira etapa, é importante checar os resultados das ações executadas na fase anterior. É aqui que os dados coletados são comparados com as metas e os objetivos estabelecidos, e, caso sejam positivos, os métodos são mantidos, criando um padrão. Em termos práticos, caso uma nova forma de manejo do rebanho seja testada e apresentar benefícios à cadeia produtiva da fazenda, é interessante mantê-la. Contudo, caso sejam encontrados problemas ou oportunidades de melhorias, estes devem ser tratados através do agir (ou action, no original em inglês). O princípio é simples: caso algo se mostre improdutivo, deve-se primeiro verificar se o padrão foi ou não obedecido, para então remover e/ou substituir a causa de insucesso.

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Saiba Mais: Manejo Sanitário do rebanho

  Investir em qualidade e gestão é fundamental para o crescimento da pecuária leiteira, e, além de se preocupar com a administração da propriedade, a formação e o manejo das pastagens e com o controle zootécnico e reprodutivo, o produtor rural deve ainda estar atento ao manejo sanitário do rebanho, sendo este imprescindível para a plena saúde dos animais e a manutenção da boa produtividade das vacas leiteiras. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a melhor medida sempre é a prevenção, e uma rotina de cuidados minuciosa e diária é determinante para impedir que doenças atinjam o gado. Em muitos casos, falhas primárias acabam contribuindo para o aparecimento de mastite, tuberculose e brucelose, problemas que alteram a qualidade e a sanidade do leite, tornando-o impróprio para consumo. Deste modo, quando a vaca leiteira é acometida por qualquer tipo de doença, seu ciclo é comprometido, o que, consequentemente, reduz seus índices produtivos e pode gerar prejuízos ao produtor. Segundo especialistas, os cuidados sanitários do rebanho devem ter início ainda no nascimento dos bezerros, através da assepsia do local e da desinfecção do umbigo. Além disso, a nutrição dos animais também merece atenção, já que uma vaca bem nutrida é imunologicamente mais capaz de se defender de ameaças, bem como as vacinas, que devem ser mantidas em dia (em especial: aftosa, brucelose, contra raiva e contra o carbúnculo).

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Quais os benefícios da produção de milho para silagem?

Utilizado tanto na alimentação diária quanto como suplementação na entressafra, o fornecimento de silagem para os animais é uma excelente estratégia para o pecuarista. Com alto valor nutritivo, a silagem de milho é um dos melhores alimentos para o gado de alto desempenho, como o leiteiro, e, além de ser uma poderosa fonte energética, ainda pode ser armazenado por longos períodos sem perder a qualidade, o que configura um excelente custo-benefício. Para fazer a silagem, é importante que o produtor aguarde de cem a cento e trinta dias após o plantio para que o ponto de maturação esteja correto, o que permite a produção do alimento duas vezes ao ano, e existem ainda opções que devem ser avaliadas quanto os seus benefícios, como a produção de silagem de milho comum e grão úmido. A silagem de milho comum consiste na planta inteira de milho picada, incluindo folhas, colmo e sabugo, além dos grãos. Segundo especialistas, o tamanho ideal das partículas deve estar entre 0,5 cm e 2,0 cm, já que, desta maneira, a compactação do material e o aproveitamento pelos animais são facilitados. Outro ponto que deve ser levado em consideração é a porcentagem de matéria seca (entre 30% e 32%), observada pela “linha do leite”, a linha imaginária que separa a parte farinácea e a leitosa do milho. O silo pode ser construído de diversos tipos, como trincheira, bags ou superfície, mas, de qualquer modo, deve ser coberto por lona plástica de modo a evitar ao máximo a entrada de oxigênio. Já a silagem de grão úmido diz respeito ao uso do grão de milho colhido com alto teor de umidade e moído de acordo com a finalidade e a espécie animal, sendo que para os bovinos não há a necessidade de uma moagem tão fina. Uma vez que este tipo de silagem preza o melhor aproveitamento do amido, o ponto ideal para a colheita é quando a quantidade de matéria seca estiver entre 62% e 70% (ensilagem), com um teor de umidade de 32% a 42%.

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