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Gado de leite: Como melhorar a produtividade no período de seca

A ausência de chuvas é um grande motivador para diminuir a produtividade da propriedade rural leiteira como um todo. Diminui-se a oferta de capim, aumentam-se custos de produção e também é diminuída a quantidade de litros de leite por vaca.

Nesse momento, quando não planejado previamente, o produtor pode até mesmo acabar pagando para produzir o leite. Por isso é tão importante adotar medidas que visem diminuir os impactos da seca.
Abaixo você confere algumas dicas de especialistas, com alternativas para o produtor não se ver nessa enrascada. Acompanhe:

A produtividade da propriedade leiteira não se resume apenas ao número de litros de leite que é coletado diariamente, mas sim na eficiência dessa produção. Não adianta uma propriedade fornecer 200 litros de leite diários, ao valor de R$ 1,50 por litro, por exemplo, gerando uma renda de R$ 300, quando os custos de produção superaram esse valor, não é mesmo?

Por isso a primeira medida que deve ser adotada, considerando nutrição, é a de se precaver com alternativas alimentares no período da seca. Nesse caso o produtor pode, por exemplo:

— Fazer silagem de capim, milho, soja dentre outros alimentos proteicos para serem usados no inverno;
— Investir no plantio de capins mais resistentes a escassez de água;
— Investir no melhoramento genético das vacas para que o rebanho tenha características que o tornem mais resistentes aos períodos de poucas chuvas;
— Trabalhar a fertilidade da propriedade como um todo como, por exemplo, aplicando suporte de nitrogênio no solo ainda no período de chuvas;
— Piquetear as áreas de pastagem;
— Plantar cana para ser usada como suplementação juntamente com ureia;
— Possuir áreas permanentes de produção de leguminosas, para serem usadas a qualquer tempo, e principalmente nas secas.

Além é preciso que o produtor pense em questões zootécnicas e sanitárias, pois, em períodos de seca a vaca tende a ficar mais enfraquecida e suscetível aos fatores ambientais. Por fim o produtor deve durante todo o ano pensar na sua propriedade como uma empresa, afinal ela é, seja pequena ou grande.

Dessa forma, a necessidade de investimento em formação técnica e aumento na capacidade de gestão também se tornam fatores decisivos para a produtividade da propriedade.

Gostaria de deixar sua opinião de como aumentar a produtividade da propriedade no período de seca? Deixe nos comentários e vamos interagir para ajudar outros produtores. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

Como aumentar a produção de leite em época de seca?

Com a chegada do inverno o volume de chuvas diminui drasticamente e o produtor de leite precisa se adequar para fornecer a alimentação necessária para o seu gado continuar produzindo. Nesse período as pastagens secam e se tornam insuficientes para suprir as necessidades nutricionais, principalmente proteicas, dos animais.

 

Por isso em época de seca é preciso procurar alternativas de alimentação para que a sua produção não sofra uma queda no volume de leite diário. Abaixo apresentaremos como exemplo algumas alternativas que apresentam bons resultados. Confira:

 

Manter parte do pasto fechado na época das águas

 

Quando a seca chega o gado costuma se alimentar dos brotos do capim, o que prejudica o seu desenvolvimento e não supre as necessidades do animal, além eles passam a ingerir o capim mais seco, onde a quantidade de proteínas, necessária para a produção do leite, cai em um volume acentuado.

 

Uma forma de evitar esse cenário é separar uma parte do seu pasto, quando possível, para que ele sirva como fonte alimento quando a seca chegar. Aqui os principais fatores para o sucesso são o bom planejamento e possuir uma área de pasto grande o suficiente para poder ser dividida. É preciso planejar para que o gado não precise utilizar a área fechada antes da chegada da seca, o que prejudicaria a intenção do sistema.

 

Plantar cana de açúcar

 

Essa é uma das maneiras mais conhecidas e utilizadas para suprir a alimentação das vacas no período da seca, plantar cana. A cana pode ser utilizada como volumoso único na alimentação ou pode ser misturada a ração, como forma de complementação nutricional e também de diminuição de custos da compra desse alimento que é produzido fora da propriedade.

 

Utilizar apenas ração pode ser muito oneroso e por vezes o custo de produção pode ser maior que o de lucro, o que tornaria a atividade inviável.

 

Fazer silagem

 

A silagem é uma alternativa bastante eficiente para complementação da alimentação das vacas nos períodos de seca. A silagem consiste no armazenamento de forragens por um longo período de tempo e sem que suas propriedades nutricionais sejam perdidas. A silagem utiliza um sistema de fermentação controlada para manter as propriedades do que é armazenado. Ela pode ser feita com milho, capim, sorgo, cana-de-açúcar dentre outros.

 

Essas são apenas algumas alternativas de alimentação nas secas. Conhece outras que queira compartilhar com outros produtores? Deixe nos comentários e vamos nos ajudar. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

Quais os principais causadores de mastite?

Considerada uma das principais doenças relacionadas a rebanhos leiteiros a mastite, dentre outros contratempos, causa a diminuição na produção leiteira das vacas e pode levar até mesmo, em casos mais avançados, a necessidade de descarte do animal.

 

A mastite se caracteriza pela inflamação das glândulas mamárias e, dependendo da sua origem, pode ser classificada como mastite contagiosa ou ambiental.

 

Abaixo listaremos esses principais causadores da mastite, a forma que eles agem e quais as práticas orientadas para evitar essa doença. Acompanhe:

 

Mastite contagiosa – Esse tipo é causado por micro-organismos comuns ao corpo das vacas.

 

Em animais saudáveis, eles são transmitidos principalmente durante a ordenha, por meio da má higienização dos utensílios utilizados e também das mãos dos ordenhadores.

 

Os principais patógenos responsáveis por esse tipo de mastite contagiosa são; Streptococcus agalatiae, Staphylococcus aureus e Corynebacterium bovis.

 

Mastite ambiental – Nesse caso os agentes contaminantes se encontram no ambiente que as vacas vivem. Ou seja, esses invasores são oportunistas da glândula mamária.

 

Por estar no ambiente das vacas a contaminação geralmente acontece entre as ordenhas, por isso é importante que os animais estejam em ambientes devidamente higienizados e livre de agentes infecciosos.

 

Os principais agentes ambientais que podem causar mastite são;

 

Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus uberis e bactérias gram-negativas como Escherichia coli, Klebsiella sp. e Enterobacter sp.

 

Com o que foi mostrado fica claro que boas práticas sanitárias tanto na ordenha quanto no ambiente em que o rebanho vive é altamente necessário para diminuir a incidência de mastite.

 

Por isso sempre busque informações sobre boas práticas sanitárias para que o seu leite seja de qualidade e que você não perca dinheiro devido ao baixo volume de produção.

 

Tem dúvidas ou sugestões sobre o assunto? Deixe nos comentários e vamos ajudar outros.

O que é pré-dipping a base de iodo e qual seu risco de contaminação do leite?

O controle da mastite é uma das principais preocupações sanitárias do produtor de leite. Afinal essa enfermidade, caracterizada pela inflamação dos testos da vaca, pode ser responsável por contaminações no produto final (leite) e também pela redução de até 50% da produção animal.

 

Dessa forma, no intuito de diminuir as chances de infecções, as questões sanitárias devem ser conduzidas com atenção. Uma das práticas sanitárias mais adotadas para impedir a contaminação microbiana nos tetos da vaca são o Pré e Pós-dipping na hora da ordenha.

 

O pré e pós-dipping consiste na limpeza dos tetos antes e depois da ordenha, mostrando-se uma das maneiras mais efetivas de se evitar contaminações e doenças. Essa limpeza pode ser realizada de diversas maneiras e com diversos tipos de produtos com ação antimicrobiana. Porém produtos à base de iodo são os mais utilizados pelos produtores rurais pela sua capacidade de inativar vírus, bactérias, e cistos de protozoários com baixos custos.

 

E é nesse ponto que voltamos ao tema do nosso artigo, pois o iodo, utilizado principalmente no pré-dipping, pode causar a contaminação cruzada do leite. Essa consequência é muito perigosa para a alimentação humana, pois essa substância exerce influencias na atividade celular, no desenvolvimento da glândula tireoide (metabolismo) e também do cérebro.

 

Além, principalmente para os consumidores infantis, o consumo do iodo pode ser ainda mais maléfico, pois crianças possuem menor tolerância a essa substância.

 

Por isso é preciso buscar alternativas de produtos que não contenham iodo principalmente na hora de realizar o pré-dipping. Além o iodo também pode passar para leite por meio da alimentação, e dessa forma, é preciso estar atento a questões nutricionais também.

 

Conhecia o pré-dipping com iodo? Como você costuma realizar a limpeza dos tetos das vacas na hora da ordenha? Compartilhe conosco suas dúvidas e experiências e ajuda a tornar o nosso texto ainda mais completo. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

03 dicas para uma produção leiteira sustentável

Buscar alternativas sustentáveis na produção leiteira é benéfico não somente ao meio ambiente, mas também ao produtor, pois, adotando boas práticas e tecnologias sustentáveis de produção é possível diminuir custos e assim aumentar os lucros.

 

Abaixo mostraremos 03 dicas de ações que você pode tomar na sua propriedade para tornar a sua produção de leite mais eficiente e sustentável. Acompanhe:

 

1 — Implantação de sistema silvipastoril

O sistema silvipastoril é uma opção tecnológica que busca a integração da lavoura, pecuária e florestas numa mesma área e, ao mesmo tempo. Seus benefícios são comprovados tanto para o meio ambiente quanto economicamente para o produtor, pois, melhora-se a produtividade e se otimiza o uso de áreas da propriedade.

 

Dentre as principais vantagens desse sistema temos:

 

— Maior disponibilidade de sombras aos animais.

— Melhoria na conservação do solo e recursos hídricos.

— Melhoria na disponibilidade de pastagens de qualidade e na produção animal.

 

2 — Piqueteamento das pastagens

A criação do gado de leite solto em pastagens já foi comprovada ineficaz e como fator de deterioração do solo, tornando-o ineficiente e pouco produtivo para capins de qualidade. No manejo rotativo, por meio do piqueteamento, o pasto é dividido em áreas de pastejo e de descanso.

 

Assim o gado fica confinado em uma área suficiente para sua alimentação ideal enquanto as outras descansam para que o capim cresça até a altura ideal para que ele seja utilizado novamente para o pastejo do gado. Com isso, melhora-se a qualidade do alimento consumido pelo animal, aumentando sua produtividade.

 

3 — Manejo ecológico do solo

O sistema de manejo ecológico do solo visa adotar práticas ecológicas no manejo do mesmo. Dessa forma, se ganha economicamente e ambientalmente com o não uso de produtos químicos para a adubação e proteção das plantas (defensivos). Nesse tipo de manejo é estimulado o uso de adubo verde, o plantio consorciado, uso de defensivos naturais dentre outros.

 

Conhece outras práticas sustentáveis que podem ser aplicadas em propriedades produtoras de leite? Compartilhe nos comentários e vamos ajudar outros produtores. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

Influência da qualidade do leite cru na produção de laticínios processados

Um fator primordial para garantir a boa qualidade na produção de laticínios processados diz respeito, principalmente, a qualidade da matéria prima, o leite cru. O leite de boa qualidade vai garantir um melhor rendimento na produção, melhorar as características sensoriais de produtos lácteos e também garantir que o produto final não seja contaminado, por exemplo.

 

Esse fator é tão importante e cobrado pelos laticínios que existe até mesmo um pagamento extra para produtores que entregam leite com qualidade comprovada. Esses estabelecimentos utilizam testes que medem, principalmente, a contagem de células somáticas, contagem bacteriana total e testes de composição centesimal do leite para garantir que o produto entregue atenda aos padrões pré-estabelecidos.

 

Para se ter ideia de como o leite cru pode influenciar na qualidade de produtos lácteos temos os altos índices na contagem de células somáticas, que além de indicar a presença de mastite na vaca, evidencia também a presença da enzima plasmina no leite. Essa enzima acaba tornando o leite resistente aos processos de pasteurização e tratamento UHT.

 

Outro fator que se torna prejudicial a produção de produtos lácteos utilizando leite com alta contagem de células somáticas é a presença de resíduos de antibióticos no produto. Além do problema pra saúde humana relacionado a ingestão desses antibióticos temos o agravante de que os fermentos utilizados na produção de iogurtes e queijos, por exemplo, são inativados devido à presença de resíduos do medicamento.

 

Por fim, como exemplo de leite cru de má qualidade e que atrapalha a produção de laticínios, temos o cenário em que o leite possui a presença de coliformes fecais. Esse fator pode resultar em falhas na pasteurização do leite, causar contaminação no pós-processamento e também causar um defeito conhecido como pré estufamento do queijo.

 

Esses são apenas alguns exemplos de situações em que o leite cru de má qualidade pode influenciar na qualidade final de produtos lácteos processados. Conhece outras situações em que a qualidade do leite prejudica a produção desse tipo de produto? Conte nos comentários e nos ajude a tornar o nosso conteúdo ainda mais completo. E não se esqueça e curtir e compartilhar o nosso texto.

Como a zootecnia de precisão está relacionada ao bem-estar de vacas leiteiras

A zootecnia de precisão se caracteriza como um conjunto de ferramentas tecnológicas que visam aumentar os índices de produtividade na propriedade, otimizando econômica, social e ambientalmente o desempenho da fazenda leiteira. Com sua aplicação na fazenda, o pecuarista tem a possibilidade de acompanhar, monitorar em tempo real e mensurar os indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos em benefício da saúde, produtividade e bem-estar do seu rebanho, podendo assim, tomar decisões mais assertivas e corrigir possíveis erros e deficiências nos seus animais.

 

Os principais objetivos ao se aplicar a zootecnia de precisão em propriedades produtoras de leite são:

  • Ter a gestão da propriedade;
  • Reduzir índice de mortalidade dos animais;
  • Reduzir perdas na produção do leite;
  • Aumentar o monitoramento das vacas a fim de torná-las mais produtivas e menos propensas às doenças.

 

Para exemplificar esse conceito de “fazenda inteligente” na produção do leite e bem-estar animal, podemos citar algumas práticas que já estão sendo utilizadas no campo com o propósito de melhorar os índices zootécnicos da propriedade. Confira:

 

– Melhoria da qualidade das áreas de sombra e ventilação dos locais onde as vacas ficam confinadas. Dessa forma reduz o stress, aumenta-se a produção do leite por meio da diminuição do gasto energético animal;

– Melhoria da qualidade do piso para aumentar a segurança e evitar doenças como afecções do casco, por exemplo;

– Utilização de sensores para monitoramento animal e de fatores bioclimáticos;

– Utilização de equipamentos de GPS conectados a vaca por um colar, possibilitando acompanhar o tempo que o animal fica em pé ou deitado e a distância que ele percorre por dia;

– Utilização de câmeras para monitoramento em tempo real de todo rebanho e cada vaca isoladamente para identificar comportamentos anormais e sintomas de doenças, de forma ágil e mais efetiva.

 

Dessa forma, constatamos que a aplicação da zootecnia de precisão na propriedade, permite ao produtor enfrentar o cenário cada vez mais competitivo, ter boa escala de produção e utilizar animais geneticamente superiores. Com o objetivo de melhorar a eficiência da propriedade rural, saúde e bem-estar animal. Essas ferramentas devem ser usadas considerando todos os aspectos relacionados à atividade leiteira como nutrição, sanidade, manejo e bem-estar animal como um todo.

 

É importante lembrar que todo esse conjunto de ferramentas tecnológicas de monitoramento das vacas só vai ter efetividade mediante a tomada de decisão do gestor da propriedade, pois, essas ferramentas possuem o intuito de identificar problemas de maneira prévia para que o produtor possa agir o corrija mais rapidamente, evitando assim perdas e possíveis agravamentos de doenças, por exemplo.

 

Já conhecia a zootecnia de precisão? Conhece alguma ferramenta que faz parte desse conceito e que pode ajudar o produtor no monitoramento dos seus animais? Compartilhe nos comentários e ajude a tornar o nosso conteúdo ainda mais completo. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso texto.

O impacto do melhoramento genético na produção leiteira

O melhoramento genético do rebanho na produção leiteira é uma ferramenta crucial para ter animais que se adaptem melhor as condições oferecidas pelo ambiente e também que produzam mais, gerando assim mais lucro.

 

O que é melhoramento genético?

Basicamente o melhoramento genético é uma maneira de selecionar os animais mais eficientes que serão mantidos no rebanho de uma propriedade, com a finalidade de produzirem descendentes que vão ter mais chances de possuir as mesmas características.

E para isso o produtor pode recorrer a duas ferramentas principais, seleção ou cruzamento:

 

— Seleção

A seleção é o processo de decisão dos animais que serão mantidos na propriedade para reprodução e que serão pais das novas gerações. Essa ferramenta ajuda a manter e melhorar a raça do seu rebanho, baseando-se principalmente na sua produção de leite e adaptabilidade ao ambiente.

 

— Cruzamento

O cruzamento de raças para o melhoramento genético funciona dotando os descendentes de características que sejam positivas para o seu rebanho. Porém, é preciso estar atento a seleção dos animais para promover cruzamentos que sejam positivos.

 

Pra produtores de leite, além da monta natural para seleção, também deve ser considerada a inseminação artificial com sêmens que irão garantir descendentes com as características certas e com maiores chances de produzir mais.

 

Impactos para a propriedade

Os principais impactos do melhoramento genético em gado leiteiro diz respeito a produção e produtividade do animal. Quando se melhora geneticamente um rebanho, ele vai se tornando mais eficiente e cumpre melhor o seu papel produtor, dessa maneira você terá animais que produzem mais com os mesmos custos inerentes a um animal que não produza tanto e que deve ser descartado na sua seleção.

É preciso estar atento que apenas o melhoramento genético não irá resultar em melhores resultados produtivos, ele também deve estar associado a melhoria do manejo, pois, a quantidade de leite produzida por uma animal sofre influências das condições do ambiente onde ele vive.

Tem dúvidas ou sugestões para o nosso texto? Deixe nos comentários e responderemos o mais breve possível. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

O uso de semiconfinamento para gado de leite

Durante o período de secas a disposição de nutrição oferecida por gramíneas forrageiras tende a diminuir. Com isso, também, pode acabar diminuindo a produção leiteira, que por consumir insuficientes quantidades de proteína e outros nutrientes, acaba produzindo menos leite. Nesse contexto, adotar o uso do semiconfinamento pode ser uma alternativa para essa baixa na produção. Confira abaixo o que é esse sistema e quais as principais vantagens dele:

O que é?

O sistema de semiconfinamento na criação de vacas leiteiras consiste no fornecimento de concentrado (ração), juntamente com a alimentação fornecida pelas pastagens a fim de complementar a nutrição, principalmente, nos períodos de seca e em áreas onde a pastagem não seja suficiente para o número de animais.

Neste sistema, o volumoso é obtido pelo pasto que estará a disposição dos animais e os nutrientes serão prioritariamente obtidos pela alimentação com ração, distribuída em cochos, conforme a necessidade de cada animal.

Para que essa forma de confinamento seja vantajosa, é preciso considerar o seu custo de produção por litro de leite com a complementação com ração, comparando-o com o preço de venda do mesmo. Assim, você saberá se está realmente lucrando com o leite produzido.

Vantagens.

As principais vantagens observadas no semiconfinamento de gado leiteiro é o aumento da produção diária, adiantamento do faturamento e retorno de investimentos e também uma maior flexibilização operacional. Contudo, como desvantagem tem a necessidade de, além de possuir a nutrição por ração, haver disponibilidade de boas pastagens.

Por isso, o acompanhamento técnico é prioritário para os produtores de leite, pois, ele irá indicar qual o melhor sistema a ser implantado na propriedade conforme suas características e dos seus animais.

Tem experiência com gado leiteiro criado em semiconfinamento? Compartilhe com nossos leitores suas observações e dúvidas nos comentários, vamos interagir e ajudar uns aos outros. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.

Como começar criação de gado de leite?

Dentre as atividades rurais que geram renda, a criação de gado de leite é uma das mais fáceis e baratas para ser desenvolvida na sua propriedade. Se você está pensando em começar a criação desse tipo de gado é preciso ficar atento à algumas dicas para ter sucesso nesse negócio.

 

Confira abaixo as principais delas:

 

1 — Área de criação e alimento.

 

Para que a produção de leite seja efetiva é preciso que os animais tenham bastante capim disponível, de preferência o ano todo. Por isso, você deve estar atento se sua propriedade oferece o alimento necessário para as vacas. Além disso, é preciso que se pesquise sobre alimentações alternativas para os períodos de seca para garantir que você poderá oferecê-las aos seus animais.

 

2 — Mão de obra.

 

A atividade leiteira, para que seja produtiva, necessita de mão de obra para gerir o rebanho e também para retirada do produto final, o leite. Portanto, é preciso que tenha mão de obra suficiente para manejar o gado e também tirar e armazenar o leite.

 

3 — Vacas de boa qualidade.

 

Existem diversas raças de vacas e cada uma delas tem predisposições diferentes para produção de leite, portanto, além de escolher aquelas que produzam mais, é preciso estar atento se elas se adaptam ao clima da sua região, pois, uma vaca considerada boa produtora pode não se adaptar a um clima quente, por exemplo, e produzir menos que outra considerada menos produtora, mas que suporta mais calor.

 

4 — Comprador.

 

Não adianta produzir o leite e não ter como entregá-lo ou ter alguém ou alguma cooperativa que venha buscá-lo na sua propriedade diariamente, quando não há a disponibilização de um tanque de resfriamento. Por isso, pesquise antes a respeito de possíveis compradores e formas de entrega do seu produto.

Essas são apenas dicas básicas para começar a criação de gado leiteiro, caso tenha outras deixe nos comentários e ajude os nossos futuros produtores. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.