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Sorgo X Milho: Qual é o melhor para alimentação bovina?

Fazer boas escolhas na hora de alimentar o seu gado é crucial para ter bons resultados, tanto em se tratando de gado de leite quanto gado de corte. Dois alimentos que despertam bastante dúvida sobre qual é o melhor em custo e nutritivamente são o sorgo e o milho.

Nesse artigo faremos um comparativo entres esses dois tipos de alimentos, mostrando qual é o melhor nessa disputa. Confira:

Na verdade, o sorgo é um tipo de cultura que oferece mais resistência a escassez hídrica o que o leva a ter safras maiores com um investimento fixo que é menor quando comparado ao milho. Isso deve ser levado em consideração, pois, ajuda a diminuir o custo final do produto como o leite, por exemplo.

O sorgo também possui menor incidência de doenças e isso ajuda a economizar com a compra de defensivos agrícolas, o que torna o custo do produto ainda menor. Para se ter uma ideia mais clara a produção do sorgo pode ficar de 10 a 25% mais barata quando comparada ao milho.

E falando de propriedades nutricionais o sorgo não fica atrás. O alimento possui 95% da quantidade de nutrientes do milho. Colocando em comparação a porcentagem de economia junto com a defasagem de nutrientes, na maioria das vezes será mais eficiente cultivar o sorgo.

Contudo, a Embrapa orienta que os produtores devem estar atentos ao comprar sementes de sorgo, sempre observando a idoneidade da empresa e verificando o percentual de germinação do grão que deve estar acima dos 80% para que valha a pena. Além é preciso que se comece a plantar os híbridos tardios mais no início e encerrar a safrinha com híbridos precoces.

Para entender como esse alimento vem ganhado espaço no Brasil devido as suas vantagens a Embrapa Milho e Sorgo publicou uma pesquisa que atesta que a produção de grão aumentou 54 vezes em 2018 quando comparada ao ano de 2014.

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Sorgo para silagem: quais as variedades adaptadas a nossa região?

O sorgo é um tipo de cereal que passou a ser muito usado em silagem, em ração para animais e outras utilidades agrônomas por conta da sua qualidade e também pelo custo-benefício. Hoje existem tipos de sorgo que são usados em silagens em todo o país, inclusive na região do leste mineiro.

A seguir, você vai conhecer os principais tipos de sorgo e quais dessas variedades podem ser usadas na região do leste de Minas Gerais, principalmente na criação do gado leiteiro. Confira!

Os tipos de sorgo

São três grandes tipos diferentes de sorgo que também são subdivididos em outras variedades. Esses principais são: granífero, duplo-propósito e o forrageiro tradicional. Há também a possibilidade de usar o sorgo híbrido, ou seja, que seja a mistura de dois ou dos três tipos gerais.

A grande diferença do sorgo para o milho é que em locais com pouca chuva, como é o caso da região leste de Minas Gerais, o sorgo funciona melhor e gera maior produtividade. O milho é ótimo para lugares com alto índice pluviométrico, diferente do que ocorre por aqui.

Os melhores para a região

O forrageiro tradicional é o mais utilizado, o custo dele é bem baixo e existem vários híbridos que se adaptam bem a várias regiões e climas do país. Ele é mais indicado para rebanhos que produzam de baixa à média quantidade de leite por dia. Rebanhos mais robustos precisam de um alimento melhor.

O duplo-propósito possuem uma qualidade maior que a do forrageiro, bem próxima a do milho. São fortes contra doenças e até contra a acidez do solo, em caso de plantação e alimentam bem o rebanho. É uma ótima opção para a região.

Já o granífero é o tipo de sorgo mais caro, já que tem uma produção baixa e é necessário comprar muitas sacas para compor toda a silagem. Isso pode encarecer bastante a produção de leite e não valer a pena.

O melhor sorgo vai ser aquele que mais tem a ver com o seu tipo de rebanho e de produção, mas o duplo-propósito tem bastante qualidade e um custo-benefício bem vantajoso para o produtor.

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Descubra o que fazer com leite armazenado na falta de energia elétrica

Alguns alimentos estragam facilmente, caso fiquem fora de uma área refrigerada por muito tempo. Isso ocorre com o leite de saquinho, o de caixa que está aberto, carnes, maionese, algumas frutas e outros diversos tipos de produtos.

O problema é que pode acontecer da energia elétrica da sua casa acabar, ou até da sua produção de leite. O que fazer neste momento? Como manter a qualidade do leite sem a refrigeração? Nos tópicos a seguir você vai descobrir de que forma fazer isso. Veja!

O que fazer com o leite sem refrigeração?

Se o seu problema é o leite que você tem em casa e acaba a energia elétrica, a primeira coisa a se fazer é deixar a geladeira, o freezer fechado, sem abrir em momento algum, para que mantenha a temperatura fria por lá pela maior quantidade de tempo possível.

Caso você observe ou a companhia de energia avise que vai demorar muito para a energia voltar, mais de 24 horas, é hora de partir para um plano B. Compre gelo em algum estabelecimento que venda e tenha energia elétrica ainda, coloque os alimentos em uma caixa térmica, isopor, e os mantenha refrigerados por esse período de tempo.

E o leite da produção?

Esse é o principal problema. Uma quantidade alta de leite fica muito difícil de armazenar em locais refrigerados sem o apoio da energia elétrica. O ideal é que o produtor tenha um GERADOR ou use de ENERGIA FOTOVOLTAICA, que vai evitar essas quedas de energia.

Mas caso isso não seja possível, a única forma é tentar armazenar o máximo possível nos refrigeradores, deixando-os fechados, sem mexer e, caso o período seja longo demais, não vai ter jeito e você terá que jogar a sua produção fora.

Por isso, o ideal é você ter tecnologias na sua produção que garantam a manutenção da energia elétrica e acabe com esse problema da perda do leite, da diminuição da produtividade e até da contaminação das vacas por bactérias pela falta de ordenha.

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5 Dicas para adubar melhor o solo 

O solo além de reter a água que é absorvida pelas raízes, tem a capacidade de fornecer a maior parte das substâncias fundamentais para as plantas; já que precisam de sais minerais, proteínas e vitaminas para serem saudáveis. O adubo ajuda a revigorar, enriquecer e suprir a falta de nutrientes dos vegetais, obtendo uma melhoria na produtividade e no equilíbrio entre a preservação da natureza e a produção de matéria-prima.

Para conseguir uma excelente adubagem nos terrenos com baixo teor nutritivo, o ideal é a aplicação de adubos orgânicos ou de origem mineral, que auxiliam no aumento da fertilização. É sempre bom prestar atenção nas áreas onde o adubo será aplicado, pois, sua utilização incorreta pode causar danos às raízes das plantas. É aconselhável fazer o uso de fertilizantes granulados e espalhar regularmente em torno da base da planta, além de regar com abundância.

Quando for regar o solo, fique atento para despejar água apenas na área das raízes, pois, com o excesso absorvido pela terra, essa água vai alimentar as ervas invasoras.

3 práticas para melhorias da higiene e qualidade do leite

Ultimamente as empresas estão investindo na melhoria da higiene na produção e armazenamento do leite. Este assunto tem sido muito discutido por causa precariedade no setor de produtos lácteos. Contudo, em alguns casos, tal problema pode estar ligado a falta de treinamento, infraestrutura e o uso incorreto dos produtos para o gado. Para solucionar essa questão, há algumas recomendações que podem apresentar bons resultados.

O primeiro passo é garantir que não ocorra nenhuma contaminação no leite. Para isso, uma rotina na ordenha deve ser estabelecida, como por exemplo, limpar com cuidado o úbere das vacas. Todas devem ter identificação, para lembrar sempre de separar o leite dos animais doentes ou em tratamento.

A segunda dica é manter o padrão de higiene durante a ordenha. Para isso, o ideal é averiguar o funcionamento do equipamento e garantir a limpeza no local, para que não ocorra nenhuma contaminação. E por fim, o produtor tem que se certificar que o leite está sendo armazenado adequadamente, sendo que, após a ordenha, ele deve ser levado imediatamente ao resfriamento. O local do tanque tem que ser higienizado com regularidade e proporcionar fácil acesso para o caminhão de coleta.

Nutrição do rebanho em tempos de seca

Em se tratando de nutrição animal, um bom planejamento para a produção e o armazenamento de volumosos no período seco é fundamental para a manutenção do gado leiteiro. Isso porque, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estado de Minas Gerais possui dois ciclos climáticos bem definidos, sendo o “período das águas”, onde há volume de chuvas e temperaturas propícias para o bom desenvolvimento de forrageiras, e o “período seco”, com baixas temperaturas e pouca umidade – o que diminui o desenvolvimento das forragens em, aproximadamente, 80%.

Entretanto, além de se preocupar com a forragem, o produtor precisa estar sempre atento às condições do pasto, que deve ser bem preparado e manejado de forma correta para o período da seca. De acordo com especialistas, as regiões tropicais contam com a vantagem de se trabalhar com espécies muito eficientes no processo de fotossíntese e com elevado potencial de acúmulo de biomassa, e que, se bem manejadas, podem suprir nutrientes para a produção de leite diária sem a suplementação por rações concentradas.

Neste sentido, a cana-de-açúcar é uma excelente alternativa para o período mais seco, uma vez que proporciona uma alta produção de sacarose por hectare, além de se tratar de um volumoso mais barato por quilograma de massa. Em outras palavras, a utilização deste tipo de silagem é bastante benéfica para o rebanho devido ao seu grande potencial de produção de matéria seca em períodos menos chuvosos, tornando-se essencial para a nutrição animal. Contudo, é preciso se levar em consideração que um sistema eficiente de produção de volumosos de cana e de pasto está intrinsecamente relacionado a uma adubação adequada e ao manejo de corte do canavial na época correta.

Uma segunda opção de suplementação durante o período seco é a mistura de cana-de-açúcar com ureia, considerada uma importante fonte de energia e também proteína para o gado. Os produtores costumam lançar mão deste recurso quando as capineiras estão com qualidade reduzida e a cana apresenta um alto teor de açúcar e baixa porcentagem de proteína (cerca de 2%). Neste sentido, a ureia se torna a fonte de proteína mais viável, fornecendo mais do que a quantidade recomendada diariamente para a dieta bovina.

De todo modo, os especialistas alertam que, por mais que o uso desta mistura na alimentação bovina se mostre benéfico e eficiente, o mesmo exige cuidado, tanto em relação à dosagem recomendada quanto pela adaptação dos animais, para que casos de intoxicação sejam evitados. O ideal é que seja utilizado apenas um quilo de ureia para cada cem quilos de cana-de-açúcar, e o produto deve ser diluído em quatro litros de água. Também se recomenda não utilizar a ureia pura para a mistura: para cada nove quilos, deve-se adicionar um quilo de sulfato de amônia.

A solução é a mais utilizada pelos produtores da região do Vale do Rio Doce nos períodos de chuvas escassas, e a recomendação de consumo da mistura pelo rebanho é de vinte e cinco quilos de material verde por animal / dia, o que corresponde a cerca de 50% da sua necessidade alimentar diária a depender da disponibilidade de pasto.

4 dicas para o sucesso da pecuária leiteira

Com a constante modernização do agronegócio, a pecuária leiteira teve sua complexidade aumentada, de forma a ultrapassar as porteiras das fazendas e englobar um amplo conjunto de atividades e setores que compõe a cadeia produtiva. Neste cenário, torna-se essencial que o produtor rural adote uma nova visão administrativa e de gestão dos seus negócios, independentemente do tamanho da propriedade ou do sistema de produção.

Em outras palavras, o aumento da eficiência produtiva é determinante para a competitividade do setor leiteiro, e, ao enxergar e conduzir a propriedade rural como uma empresa, o gestor entende as particularidades e a importância de cada etapa da produção, do gerenciamento do rebanho até a captação e o escoamento do leite. E o método adotado como referência é o Ciclo PDCA (do inglês PLAN – DO – CHECK – ACTION), uma forma de exercer as funções administrativas de forma cíclica e em etapas.

A primeira fase diz respeito a planejar, onde, por meio de dados sobre investimentos, processos e opções de produção, preços de insumos e produtos, fatores ecológicos, infraestrutura e outros, programa-se uma decisão a ser tomada. A segunda, fazer (Do, do inglês desenvolver, executar), caracteriza o desenvolvimento da ação pensada no planejamento, e é importante que as pessoas envolvidas nesta etapa sejam treinadas quanto ao objetivo, a meta e o método adotados.

Na terceira etapa, é importante checar os resultados das ações executadas na fase anterior. É aqui que os dados coletados são comparados com as metas e os objetivos estabelecidos, e, caso sejam positivos, os métodos são mantidos, criando um padrão. Em termos práticos, caso uma nova forma de manejo do rebanho seja testada e apresentar benefícios à cadeia produtiva da fazenda, é interessante mantê-la.

Contudo, caso sejam encontrados problemas ou oportunidades de melhorias, estes devem ser tratados através do agir (ou action, no original em inglês). O princípio é simples: caso algo se mostre improdutivo, deve-se primeiro verificar se o padrão foi ou não obedecido, para então remover e/ou substituir a causa de insucesso.

Saiba Mais: Manejo Sanitário do rebanho

 

Investir em qualidade e gestão é fundamental para o crescimento da pecuária leiteira, e, além de se preocupar com a administração da propriedade, a formação e o manejo das pastagens e com o controle zootécnico e reprodutivo, o produtor rural deve ainda estar atento ao manejo sanitário do rebanho, sendo este imprescindível para a plena saúde dos animais e a manutenção da boa produtividade das vacas leiteiras.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a melhor medida sempre é a prevenção, e uma rotina de cuidados minuciosa e diária é determinante para impedir que doenças atinjam o gado. Em muitos casos, falhas primárias acabam contribuindo para o aparecimento de mastite, tuberculose e brucelose, problemas que alteram a qualidade e a sanidade do leite, tornando-o impróprio para consumo.

Deste modo, quando a vaca leiteira é acometida por qualquer tipo de doença, seu ciclo é comprometido, o que, consequentemente, reduz seus índices produtivos e pode gerar prejuízos ao produtor. Segundo especialistas, os cuidados sanitários do rebanho devem ter início ainda no nascimento dos bezerros, através da assepsia do local e da desinfecção do umbigo. Além disso, a nutrição dos animais também merece atenção, já que uma vaca bem nutrida é imunologicamente mais capaz de se defender de ameaças, bem como as vacinas, que devem ser mantidas em dia (em especial: aftosa, brucelose, contra raiva e contra o carbúnculo).

Quais os benefícios da produção de milho para silagem?

Utilizado tanto na alimentação diária quanto como suplementação na entressafra, o fornecimento de silagem para os animais é uma excelente estratégia para o pecuarista. Com alto valor nutritivo, a silagem de milho é um dos melhores alimentos para o gado de alto desempenho, como o leiteiro, e, além de ser uma poderosa fonte energética, ainda pode ser armazenado por longos períodos sem perder a qualidade, o que configura um excelente custo-benefício.

Para fazer a silagem, é importante que o produtor aguarde de cem a cento e trinta dias após o plantio para que o ponto de maturação esteja correto, o que permite a produção do alimento duas vezes ao ano, e existem ainda opções que devem ser avaliadas quanto os seus benefícios, como a produção de silagem de milho comum e grão úmido.

A silagem de milho comum consiste na planta inteira de milho picada, incluindo folhas, colmo e sabugo, além dos grãos. Segundo especialistas, o tamanho ideal das partículas deve estar entre 0,5 cm e 2,0 cm, já que, desta maneira, a compactação do material e o aproveitamento pelos animais são facilitados.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a porcentagem de matéria seca (entre 30% e 32%), observada pela “linha do leite”, a linha imaginária que separa a parte farinácea e a leitosa do milho. O silo pode ser construído de diversos tipos, como trincheira, bags ou superfície, mas, de qualquer modo, deve ser coberto por lona plástica de modo a evitar ao máximo a entrada de oxigênio.

Já a silagem de grão úmido diz respeito ao uso do grão de milho colhido com alto teor de umidade e moído de acordo com a finalidade e a espécie animal, sendo que para os bovinos não há a necessidade de uma moagem tão fina. Uma vez que este tipo de silagem preza o melhor aproveitamento do amido, o ponto ideal para a colheita é quando a quantidade de matéria seca estiver entre 62% e 70% (ensilagem), com um teor de umidade de 32% a 42%.