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Descubra como prevenir a mastite no gado leiteiro

A mastite é uma doença perigosa para a produção leiteira da sua fazenda. É uma inflamação na glândula mamária da vaca causada por bactérias e fungos que, praticamente, invalida a qualidade do leite.

Nos tópicos a seguir você vai entender como pode ser feita a prevenção à mastite, qual o dano econômico dessa doença e os cuidados que você deve ter no tratamento. Veja!

Como é feita a prevenção?

Prevenir é sempre a melhor solução. Para isso, você precisa ficar atento a alguns detalhes importantes. O local que a vaca dorme precisa estar limpo e seco, isso evita a proliferação de fungos e bactérias.

Além disso, é preciso que as vacas não estejam estressadas, ou seja, vivam em um ambiente com conforto térmico, alimentação balanceada, água limpa e outros elementos que as mantenham sob controle físico e temperamental.

Os métodos e equipamentos de ordenha também precisam estar sempre limpos, esterilizados, para evitar contaminações. Espante as moscas de próximo do rebanho e tenha todos os medicamentos necessários para o caso de contaminação pela mastite.

Quais os danos econômicos?

Além do tratamento das vacas que não é nada barato, o leite contaminado pela mastite não pode ser comercializado. Ou seja, enquanto a vaca estiver em tratamento, você não vai poder vender seu leite e isso pode trazer um prejuízo gigantesco, já que a recuperação do gado pode demorar dias e até semanas.

Por isso, o melhor é sempre evitar que a doença ocorra. Em caso dela surgir, chame imediatamente o veterinário e comece o tratamento com o uso dos antibióticos.

Que cuidados deve-se tomar?

O principal cuidado é com a questão dos antibióticos. Enquanto eles estiverem no sangue da vaca, mesmo após o tratamento, esse leite não deve ser usado. Caso contrário, pode trazer problemas para a saúde de quem for tomar o leite e você pode sofrer algum tipo de sanção por conta disso.

Caso ainda tenha restado alguma dúvida sobre as formas de prevenção da mastite, deixe o seu comentário aqui embaixo!

Veja qual a importância do conforto térmico para as vacas em lactação

A criação de gado para leite precisa de vários cuidados. As vacas leiteiras para produzirem um produto de qualidade e de quantidade, necessitam estar em um ambiente propício para isso. Por isso, o conforto térmico é tão importante.

Nos tópicos a seguir você vai entender o que é o conforto térmico, o motivo da importância desse fator e como ele influencia na qualidade do leite da vaca. Veja!

O que é o conforto térmico e como fazê-lo?

Conforto térmico é o termo utilizado para que as vacas vivam em um ambiente de clima equilibrado, com temperatura no valor ideal, umidade, espaço e outros fatores determinantes.

No caso da temperatura, por exemplo, tudo vai depender da idade da vaca, mas o ambiente deve ter uma variação de 4° a 24°. Sendo as temperaturas mais baixas para animais mais velhos. Os mais novos ficam estressados com o frio.

Além disso, é preciso que o animal tenha um espaço de sombra, com ventilação, vapor d’água para manter a umidade em quantidades aceitáveis, água limpa, dieta equilibrada, enfim, uma série de fatores que vão causar esse conforto térmico.

Qual a importância do conforto térmico?

O conforto térmico atua diretamente na produção do leite pela vaca. Animais com estresse causado pelo clima produzem menos leite e de pior qualidade. Isso já foi comprovado por estudos feitos na área por pesquisadores nacionais e também internacionais.

Em testes recentes feitos pelo Instituto de Estudos Pecuários, a quantidade de proteína em um leite de uma vaca com conforto térmico é 13% maior do que de uma que vive em condições ambientais impróprias.

É assim que o conforto térmico interfere na qualidade do leite da vaca. Ela fica fisicamente estressada e isso atrapalha a produção. Se tiver ainda alguma dúvida sobre o assunto, deixe o seu comentário aqui embaixo!

Como evitar a mastite no gado leiteiro

A mastite é uma contaminação que prejudica muito a saúde do rebanho, se tornando um grande pesadelo para o produtor. Essa infecção é provocada por bactérias e surge principalmente por falta de higiene e manutenção dos equipamentos de ordenha. O prejuízo é certeiro, pois o leite dos animais contaminados fica impróprio para consumo e deve ser totalmente descartado.

A solução é a prevenção. Neste caso, é preciso melhorar a higiene dos equipamentos e antes da ordenha, o profissional deve lavar bem as mãos e higienizar o úbere da vaca, lavando a seco, com papel toalha, além, é claro, de manter a limpeza nas instalações com regularidade.

Qual a importância da vermifugação?

 

Eles contribuem para a baixa produtividade do rebanho, e, por isso, devem ser mantidos sob controle. Estamos falando dos parasitas gastrointestinais, que competem com o bovino pelos nutrientes e podem contribuir para o desenvolvimento de inúmeros problemas. Dentre os sintomas mais comuns das verminoses estão emagrecimento, anemia, barriga estufada, falta de apetite, diarreia e pelos arrepiados e sem brilho – e, dependendo do animal e da intensidade, podem levá-lo até mesmo à morte.

Para diagnosticar a doença é necessária a realização do exame de ovos por grama de fezes (OPG) em 10% a 20% do rebanho. Já para saber os tipos de vermes presentes o teste indicado é a coprocultura. E, uma vez identificado o problema (ou mesmo antes, como medida preventiva ao mesmo), a indicação dos especialistas é o uso dos vermífugos, que combatem os parasitas e impedem que o animal seja afetado por eles.

Não há um padrão quanto a idade ideal para se iniciar a vermifugação do rebanho, e a decisão de qual categoria receberá as doses pode variar de uma fazenda para outra. Só para se ter uma ideia, determinados produtores possuem animais infestados ainda aos quatro meses de idade. Contudo, de maneira geral, os na recria são os mais prejudicados pela verminose, sendo também a categoria que responde aos tratamentos de forma mais eficaz. Vacas e touros adultos podem receber uma ou duas vermifugações por ano.

No entanto, a data mais indicada para a aplicação de vermífugos é o período que vai do início da seca até o início das águas, já que os animais costumam estar mais parasitados nesta época devido a baixa disponibilidade de nutrientes na pastagem. Segundo especialistas, é comprovado cientificamente que o uso de Doramectina 3,5% nos meses de maio e novembro e uma dose de Moxidectina 1% no mês de agosto é a estratégia mais eficaz de controle das verminoses. De todo modo, o acompanhamento de um médico veterinário é fundamental.

Fique de olho no LINA (Leite Instável Não Ácido)

 

Capaz de gerar um grande impacto em toda a cadeia produtiva, o LINA merece atenção especial dos produtores, afinal, estabilidade é algo fundamental para o desenvolvimento da pecuária leiteira. A sigla faz referência ao Leite Instável Não Ácido, que coagula no teste do alizarol mesmo sem apresentar acidez de origem microbiológica, o que, em outras palavras, significa que aparenta ser ácido mesmo que não seja de fato.

Como o alizarol é o primeiro teste de qualidade realizado na coleta do leite cru, o LINA é rejeitado, gerando transtornos. Para se ter uma ideia, de acordo com especialistas, a frequência média do problema é de 40%, o que corresponde a quarenta produtores afetados em cada cem. Acontece que, devido ao excesso de minerais com cargas elétricas positivas (cátions), as negativas (ânions) acabam sendo neutralizadas, e são elas que mantêm as proteínas do leite afastadas umas das outras. E, sem as cargas negativas, as proteínas tendem a se aproximar e coagular.

Em resumo, é o desequilíbrio salino um dos fatores determinante para a ocorrência do LINA, fazendo com que o leite coagule na presença de álcool mesmo sem estar ácido. As pesquisas mais recentes sobre o assunto apontam que o desequilíbrio ácido básico do animal (proporção cátions x ânions) também interfere e precisa ser controlado, bem como o estresse devido à privação alimentar, seja pela diminuição da oferta de pastagem ou pelo manejo incorreto do rebanho.

Entretanto, segundo pesquisadores da UNOPAR, os fatores relacionados à produção do Leite Instável Não Ácido podem estar dentro do próprio úbere do animal. Em outras palavras, mesmo recebendo um manejo adequado, é possível que algumas vacas produzam o leite com excesso de cálcio iônico ou desequilíbrios salinos, devido sua inabilidade de regular o balanço entre os componentes com cargas negativas e positivas do leite, em específico na produção da proteína alfa-lactoalbumina, essencial na formação da lactose.

Nova fórmula da vacina contra febre aftosa estará disponível em 2019

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a nova fórmula da vacina contra febre aftosa em dose reduzida (de 5ml para 2ml), sem a presença da substância saponina em sua composição, estará disponível para uso dos produtores rurais em maio de 2019.

A mudança é decorrente de exigências feitas pelo setor privado, uma vez que a fórmula atual causa abscessos que trazem uma perda de, em média, dois a três quilos de carne por animal. E, com a menor dosagem, a vacina reduzirá os prejuízos causados.

Entretanto, de acordo com o Ministério da Agricultura, a maior parte das lesões infligidas ao rebanho são devido a práticas inadequadas e contaminação microbiológica no local da aplicação. Por este motivo, cuidados com a conservação da vacina e com o manejo dos animais são fundamentais para a diminuição dos problemas decorrentes – como a formação de abscessos.
Recomenda-se que as vacinas sejam mantidas no gelo seco, na temperatura de 2° a 8° C, desde a aquisição até o momento da aplicação, preservando assim sua qualidade. Outro aspecto crítico é a retirada de ar da seringa, um dos maiores causadores de erros de dosagem e refluxo, e é de suma importância ter em mente que vacinação não é sinônimo de estresse. Afinal, manter o animal calmo pode auxiliar na diminuição de reações adversas à dose.

 Como fazer um gerenciamento de bezerros eficiente?

 

Nos últimos dez anos, a criação de bezerras deixou de ser vista como um custo e passou ao status de investimento nas fazendas brasileiras. Seja para a manutenção do rebanho ou mesmo para o aumento da produção de leite, a prática é extremamente eficaz, uma vez que estudos apontam que bezerras em aleitamento intensivo se tornam vacas mais produtivas a longo prazo. Confira:

Através de uma pesquisa realizada pela Associação de Criadores de Bezerras e Novilhas (Dairy Calf and Heifer Association), foi possível categorizar práticas de manejo e alimentação que norteiam o gerenciamento destes animais, e estas recomendações, chamadas de “Padrão Ouro” (Gold Standards), devem ser consideradas como metas pelos produtores. Em linhas gerais, existem inúmeros pontos críticos de controle na criação de bezerros que precisam ser levados em consideração, e itens como falhas na compilação de informações sobre o animal – como a determinação do intervalo entre partos, a taxa de prenhes e de desmame do rebanho, idade ao primeiro parto e duração da estação de monta -, acabam fazendo com que os dados se tornem imprecisos e percam seu valor na hora do estabelecimento de metas.

Entretanto, independentemente de quais são os objetivos definidos para um determinado sistema de produção, o monitoramento do trabalho realizado e a medição de resultados é que possibilitam o gerenciamento eficiente da atividade de criação. O trabalho tem início com o nascimento do animal, e, durante todo o seu período de aleitamento, vários índices são levantados, como o peso ao nascer, que determina o volume mínimo (10% peso) de colostro de alta qualidade a ser fornecido ainda nas primeiras 6 horas de vida, garantindo a imunidade do mesmo.

Um dos pontos mais importantes na criação de bezerras, além do planejamento do rebanho e da otimização dos custos, é a gestão das pessoas envolvidas diretamente nesta atividade, e, além dos conhecimentos técnicos, os responsáveis devem estar preparados para compreender as alterações no comportamento do animal, interpretando de modo a tomar as melhores providências, bem como para fazer coleta diária dos dados que permitem a avaliação e o ajuste do processo de gerenciamento. Por fim, vale dizer que o custo de produção do bezerro torna-se menor à medida que a eficiência produtiva do rebanho é aumentada, e, deste modo, medidas como a redução do intervalo entre os partos e o consequente aumento da taxa de prenhes, por exemplo, podem possibilitar a otimização do processo.

Editoria Gado Leiteiro: Seu gado está consumindo a quantidade de água ideal?

Em se tratando do gado de leite, o consumo de água adequado é fundamental para manter a hidratação e evitar a perda de peso. Segundo especialistas, a quantidade ideal para ingestão dos animais maiores é de quatro litros de água para cada um litro de leite produzido, enquanto os bezerros e bovinos mais jovens precisam consumir seis litros para cada quilo de matéria seca ingerida.

O baixo consumo está diretamente relacionado a questões que comprometem tanto a saúde dos animais quanto a produtividade, como a desidratação, e, muitas das vezes, o problema é uma consequência da qualidade do líquido oferecido aos animais. Algumas das principais dicas para manter a água limpa são a higienização dos bebedouros da propriedade duas vezes por semana, e o acréscimo de pequenas quantidades de produtos como cloro e água sanitária – sempre com a liberação do médico veterinário.

A análise da água pode ser feita pelo produtor através da observação dos próprios animais: caso o bovino beba em grandes goles, o líquido está adequado ao consumo, contudo, se ele lambe a água, pode ser sinal de que algo está errado. Nestes casos, é essencial verificar se não há a interferência de nenhum tipo de corrente elétrica nos bebedouros. Em todo caso, é preciso ter em mente que a água servida aos animais deve ter a mesma qualidade da consumida pelos seres humanos.

Outro ponto fundamental é evitar o desperdício, e medidas como a instalação de calhas para captação das águas pluviais e o uso de máquinas de pressão para limpeza das áreas da propriedade promovem uma economia de até 30%. Por fim, as principais recomendações para verificar se o gado está consumindo a quantidade de água ideal são a instalação de registros que funcionem como medidores nas tubulações dos bebedouros, o acompanhamento por dez dias do volume consumido e a divisão do resultado pelo número de cabeças.

Pensando em fortalecer a atividade leiteira na região, a Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce possui à disposição dos cooperados projetos de consultoria voltados para a melhoria do rebanho e da produção, como o Cre$er Leite. Saiba mais: https://goo.gl/s92xvu

A importância econômica da produção leiteira para o Brasil

Segundo dados da Embrapa, o leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes do ramo agropecuário no país! Saiba mais sobre a importância econômica da produção leiteira no post de hoje do nosso blog!